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Elódea: Alga? Não! Planta aquática

{jcomments on}Elódea parece nome de uma planta desconhecida não é mesmo? Mas saiba que você já a viu em algum aquário por ai.
Elódea (nomes científicos: Egeria densa, Egeria brasiliensis) é o nome genérico dado a determinadas plantas aquáticas submersas que são do grupo das angiospermas. Muito utilizada na ornamentação de aquários e lagos artificiais, é comum encontrá-las à venda em casas de pesca e aquarismo. É uma monocotiledônea da família Hydrocharitaceae. Há pessoas que costumam confundi-la com “alga”, devido sua semelhança com algumas espécies de algas talosas, mas a Elódea está inserida no Reino das Plantas, enquanto que, a maiorias das algas pertencem ao Reino Protista. Isso permite dizer que a Elódea possui um conjunto de características diferentes da maioria das algas, ao ponto de colocá-la em um reino diferente daquele em que grande parte das algas está inserida.
 
Por ser um vegetal terrestre adaptado ao ambiente aquático, a Elódea é considerada uma macrófita aquática. As macrófitas são muito importantes para o equilíbrio desses ambientes, pois além de produzirem oxigênio – que é liberado na água, servem de alimento para muitas espécies de peixes, aves e mamíferos. Além disso, funcionam como abrigo para pequenos vermes, como a planária e microrganismos planctônicos – micro-crustáceos e alguns tipos de moluscos.  
 
A Elódea é uma angiosperma, pois apresenta flores no seu período reprodutivo que, depois de fecundadas, se tornam frutos. Entretanto, a principal forma de reprodução dela é por fragmentação do caule (que é muito frágil). Neste tipo de reprodução cada fragmento que sai do caule desenvolve-se originando uma nova planta, que é um clone, pois tem material genético idêntico àquela planta de origem. A reprodução da Elódea é muito rápida e fácil de acontecer, o que pode se tornar um problema em lagos e represas, devido ao entupimento de turbinas em hidrelétricas. 
 
 
Ciclose
 
Observando folhas da Elódea em microscópio óptico é possível notar um processo interessante que ocorre no interior de suas células, a ciclose (você já ouviu falar?). Este fenômeno consiste em uma corrente citoplasmática, originada pelas interações entre actina e miosina (citoesqueleto), que possibilita ao conteúdo celular a realização de um movimento que permite melhor aproveitamento da luz pelos cloroplastos. Além disso, a ciclose proporciona melhor distribuição dos constituintes moleculares da célula (proteínas, íons, água, ácidos nucleicos, etc). No microscópio não é possível ver a migração das proteínas e íons porque suas dimensões são muito reduzidas, mas é possível observar a movimentação de organelas grandes sem a necessidade de usar corantes artificiais.
 
Você sabe dizer qual organela vegetal é possível visualizar sem a necessidade de corantes?
 

 
 

 
A organela visível são os cloroplastos, que podem ser observados em movimento nas periferias da membrana plasmática e parede celular. Com a incidência de luz na célula os cloroplastos iniciam o movimento. Por estarem enclausurados pela membrana plasmática e parede celular, os cloroplastos ficam em movimento circular interminável.
 

Os cloroplastos são organelas vegetais onde acontece a conversão da energia do sol, juntamente com elementos inorgânicos (água e gás carbônico), resultando em moléculas orgânicas ricas em energia (carboidratos), é por meio deste procedimento que as plantas fabricam seu próprio alimento. Além disso, é por causa desse processo que, há alguns milhões de anos, foi possível a implantação e o estabelecimento da vida animal no planeta Terra, pois por meio dele acontece a produção de oxigênio.
 
Qual o nome desse importante processo realizado pelos vegetais?
 
O processo que utiliza luz solar, água e gás carbônico para produzir carboidratos e oxigênio chama-se fotossíntese.
 
Texto: Ádamo Siena (graduando em Ciências Biológicas na Unesp). 
 
 
 
 
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