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Como surgem as células-tronco?

{jcomments on}Você sabe como as células-tronco são originadas? Para falar sobre o assunto conversamos com o pós-graduando Danilo Candido de Almeida, que neste texto explica como surgem as células-tronco embrionárias e adultas.

 

O zigoto, que é a primeira célula diplóide (dupla) do organismo, sofre uma divisão e origina duas células, denominadas blastômeros. Os blastômeros continuam a se dividir, originando uma estrutura constituída de quatro e depois de oito células. Esta estrutura de oito células são as células-tronco totipotentes, que se originaram de uma célula mãe idêntica e podem dar origem a um organismo adulto. 

 

 

Depois deste estágio, as células dividem-se continuamente e atingem o estágio de mórula. Então, os blastômeros mais internos dão origem à massa celular interna – embrioblasto – e os blastômeros mais periféricos originam uma camada de células mais externas – trofoblasto. Estas duas estruturas formam o estágio de blastocisto do embrião e as células mais internalizadas formam as células-tronco pluripotentes, denominadas de células-tronco embrionárias

 

 

 

 

Durante a formação do indivíduo adulto (com exceção do período embrionário) existem vários tipos de células-tronco, denominadas de células-tronco adultas ou somáticas, que, dependendo do tecido de origem ou estágio de desenvolvimento, podem adquirir diferentes potencialidades.
 
As células-tronco adultas, em sua maioria, permanecem em estágio de quiescência (dormência) até serem requisitadas para reparo ou manutenção de seu tecido de origem, elas também participam da homeostase do organismo. 
 
Todos os tecidos do organismo possuem seu repertório específico de células-tronco e de acordo com o tipo de tecido podem existir diversos tipos dessas células, como a célula-tronco hematopoética (medula óssea), células-tronco neurais (sistema nervoso central) e célula-tronco epidérmica (pele).
 
Homeostase - Capacidade do corpo para manter um equilíbrio estável a despeito das alterações exteriores; estabilidade fisiológica. 
 
Colaborou: Danilo Candido de Almeida – Pós-graduando da Fundação Hemocentro e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Celular (INCTC) 
 
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