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Encontro de ex-alunos do Pré-IC na Casa da Ciência
Qua, 25 de Fevereiro de 2015 14:04

“(Na escola) você tem que ser contido. Aqui na Casa da Ciência, você percebe que a curiosidade não é algo errado.”
(Luciana da Silva, ex-aluna do Pequeno Cientista 2010/12 e integrante da equipe da Casa)

 

Um trabalho científico parte de uma pergunta, seja ela fruto de uma hipótese ou resultado da observação de determinado fenômeno. Ou seja, uma investigação que surge da curiosidade. No ensino superior, aprendemos que um bom projeto de pesquisa deve ter seus resultados bem avaliados para que toda sua metodologia possa ser corretamente interpretada e discutida. Para estudos e trabalhos na área da educação, avaliar as consequências de determinado processo é uma tarefa bastante desafiadora. Quando Laís Cássia Ressol, recém-formada em Fisioterapia pelo Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, sugeriu um encontro de ex-alunos que passaram por um dos inúmeros programas com o qual a Casa da Ciência se envolveu ao longo de sua história, mal imaginava ela o valor que esse encontro traria para a equipe da Casa. “A ideia era achar uma forma de reencontrar o pessoal, ver o que aconteceu com cada um, matar um pouco essa curiosidade”, afirmou ela, ao explicar a ideia.

A tarde do dia 16 de janeiro de 2015 foi marcada por esse encontro. Embora o objetivo fosse trazer um grande número de ex-alunos, contratempos fizeram com que com apenas Laís Ressol e Jayne da Silva Pereira comparecessem: “Infelizmente, alguns não conseguiram ser liberados do trabalho e outros que não seguiram a área acadêmica não se interessaram muito”, explicaram elas.
Laís e Jayne não visitavam a Casa já há algum tempo. As duas fizeram parte da primeira turma de Pré-Iniciação Científica (Pré-IC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), entre os anos de 2008 e 2009. O programa, idealizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo, busca aproximar universidade e estudantes de ensino médio de rede pública, despertando a curiosidade científica através da experiência acadêmica. O projeto, que foi implementado sob supervisão do Prof. Dr. João Pereira Leite, na FMRP, teve, desde seu início, aproximação com as atividades que já eram realizadas desde 2005 na Casa da Ciência, sob coordenação da Profa. Dra. Marisa Ramos Barbieri. O professor João Leite convidou a coordenadora da Casa para se envolver com o programa, destacando o "relevante papel da Casa da Ciência na formação de alunos do ensino médio” já na época.

Em uma tarde de bate papo com as alunas e a equipe, estavam presentes também o pesquisador Dr. Cleiton Lopes Aguiar, que participou como orientador da primeira turma de pré-IC, assim como o professor Dr. Marco Antônio Barbieri que, além de orientar Laís no pré-IC, foi também seu orientador de Iniciação Científica, já no ensino superior. “Por que a Casa?”, indagou, logo de início, a professora Marisa Barbieri. “Começou aqui”, respondeu Laís. “A gente aprendeu muito aqui. Fez amigos aqui. A passagem pela Casa, inclusive, influenciou na escolha da profissão”, continuou ela. Laís e Jayne destacaram que muitos integrantes da primeira turma optaram por cursos superiores na área de ciências biológicas e saúde. As jovens afirmaram que a predominância de assuntos nessa área em palestras e atividades realizadas na Casa despertou esse interesse, fazendo com que aprendessem não só conceitos, mas também passassem a buscar pela informação e a pesquisar corretamente sobre um assunto. “Tinha muita coisa que a gente via na Casa que deveríamos ter visto no ensino médio”, comentou Laís. “Já até aconteceu de ver na Universidade coisas que já tinha visto aqui”, complementou Jayne, que atualmente cursa Fisioterapia na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Embora o projeto de Pré-IC tivesse envolvimento da Casa da Ciência, a passagem por seus programas, como o Adote um Cientista, não era obrigatório aos participantes. Laís e Jayne são alunas que se envolveram também com atividades e palestras da Casa. Elas afirmaram que isso contribuiu positivamente para o desenvolvimento de seus respectivos projeto. As ex-alunas, que vinham duas vezes por semana à USP (uma para o pré-IC, outra para as palestras do Adote) acreditam que as atividades contribuíram muito para sua formação: segundo elas, na Casa da Ciência se via muito da teoria, de como pesquisar, entender e conceituar; já no programa Pré-IC, o contato era com a prática e com a aplicação dessa teoria. Para elas, quem participava tanto da Casa quanto do Pré-IC conseguia entender melhor o que fazia em laboratório e refletir mais sobre a prática, levando em conta a teoria.Quando falaram sobre o ensino superior, Jayne e Laís destacaram a influência da Casa em sua formação. Laís disse que não tinha o hábito de anotar durante as aulas, mas que hoje em dia gosta de fazer anotações e estudar a partir delas para as provas. Já Jayne, que afirmou ter a prática de tomar nota desde cedo em sua vida escolar, disse que após passar pela Casa, perdeu a timidez de perguntar durante a aula, tirar dúvidas e sanar sua curiosidade. Nesse momento, a também ex-aluna e atual integrante da equipe da Casa da Ciência, Luciana Souza da Silva, afirmou que, na Casa, você aprende que curiosidade não é algo ruim e é motivado a querer saber mais. Segundo ela, que cursa atualmente Administração, na Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto (FEA-RP), na escola você é contido e ensinado a não perguntar, não questionar e a não ter curiosidade. Laís contou, em meio a risadas, como foi sua reação ao participar pela primeira vez de um evento da Casa, logo que entrou no projeto de Pré-IC: “Foi um susto. A gente viu o quanto aqueles meninos sabiam. E eu pensei: eu não sei nada!”, disse ela, ao descrever o impacto de um contato inicial com alunos que já participavam do programa. As duas contaram que não faziam atividades em campo ou em laboratório em suas escolas, e que isso só foi acontecer com o Pré-IC e com a Casa da Ciência.
O relato das ex-alunas destacou a importância que o projeto de Pré-IC e as atividades da Casa da Ciência tiveram em sua escolha profissional, assim como em práticas na escola e no ensino superior. Elas mostraram um pouco sobre os resultados que a passagem por essas experiências, durante o ensino médio, puderam proporcionar. Em uma tarde planejada para o reencontro e para contar um pouco do que se passou, o que ficou foi a curiosidade. Curiosidade que, ao contrário do que diz o dito comum, não mata ninguém. Ela abre novos horizontes e, quando não, estimula a procurá-los.

 

Texto: Vinicius Anelli

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