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Como ocorrem os terremotos?

 

 

No dia 27 de fevereiro de 2010 o mundo todo foi surpreendido por um terremoto ocorrido no Chile. Para desmitificar o assunto e algumas informações controversas transmitidas pela mídia, Vinicius Moreno Godoi, mestre em paleontologia, conversou com os alunos sobre o assunto.

Durante a aula, os jovens aprenderam as diferenças entre atividades sísmicas e atmosféricas, o que é essencial para a compreensão deste fenômeno, já que muitas vezes este tipo de evento é associado ao aquecimento global. Além disso, os alunos aprenderam sobre o funcionamento da dinâmica interna da Terra, as particularidades da estrutura e seus reflexos na crosta terrestre. Os estudantes ainda viram conceitos de terremoto e tremor e como é mensurado e classificado um terremoto. No final da atividade, acompanharam uma atividade experimental, que, por meio de um “simulador de ondas sísmicas”, mostrou a ação dos tremores sobre estruturas e edificações construídas pelo homem.

 

 

 

 

 

 

O nosso planeta é formado por camadas que possuem caracteristicas especiais conhecidas como crosta, manto, núcleo externo e interno. A crosta, que é a camada na qual nós estamos, é relativamente fina e possui 230 quilômetros. O máximo que o homem conseguiu perfurar desta camada foi 13 quilômetros. 
O núcleo externo é líquido como uma pasta, já o núcleo interno é sólido, formado em sua maioria por metais. Quando falamos em tremor de terra, há duas partes envolvidas, uma é a crosta, a outra é a região do manto, que é um sólido pastoso.
 
Formação do núcleo
 
Quando a Terra estava se formando, o sistema solar ainda estava em formação, nessa época um planetóide chamado Thea se chocou com a Terra. Parte da massa do planetóide se fundiu com nosso planeta e outra parte se deslocou. Esta porção que se deslocou nós vemos quase toda noite no céu, é a Lua. Devido ao choque, parte dos minerais acabaram se agrupando no núcleo. 
 
Placas tectônicas
As camadas da crosta terrestre que se movimentam e, eventualmente, se chocam são as placas tectônicas. A teoria das placas tectônicas é recente, da década de 1960. Por conta da dificuldade de se estudar a crosta, os tremores de terra funcionam como objetos de estudo nessa área. A placa onde o Brasil está chama-se Sulamericana, quando ela se choca com a placa de Nazca, provoca um tremor.
 
Vinicius: “Alguém já sentiu a placa tectônica se mexendo onde nós estamos?”.
Alunos: “Não”.
Vinicius: “Ela se mexe a uma velocidade de mais ou menos 10 cm por ano, quase a velocidade com que as unhas de nossos pés crescem”. 
 
As placas tectônicas acumulam energia ao longo do tempo, e num dado momento, elas se mexem. Isso é o tremor de terra. Há também os tremores secundários, chamados de réplicas. Eles ocorrem porque as placas estão se acomodando. A deformação, que esses movimentos provocam na superfície, depende, além da intensidade e do movimento das placas tectônicas, das características de cada região e do solo.
 
Vinicius: “Por que o Brasil não tem terremoto?”.
Alunos: “Porque ele se encontra em cima da placa, então não vai ter choque das placas”. 
 
Este texto tem como objetivo reportar a interação entre alunos e pesquisador e os conceitos tratados durante os encontros do programa “Adote um Cientista”

Encontro realizado em: 03/03/2010.

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