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Células mesenquimais

Na tarde do dia 11 de Abril, a pesquisadora Evandra Strazza conversou com os alunos do Adote um Cientista sobre as características biológicas e as principais aplicações clínicas das células-tronco mesenquimais. O diálogo, que foi articulado com outras estruturas do corpo humano, foi pontuado por conceitos familiares aos jovens, que participaram manifestando seu raciocínio através de perguntas audaciosas.

Nas palavras da pesquisadora

As células-tronco mesenquimais ou células estromais mesenquimal (MSCs) são células precursoras encontradas principalmente na medula óssea. É uma população rara de células-tronco multipotentes capaz de oferecer suporte a hematopoese e de se diferenciar em diversas linhagens celulares como os condrócitos, osteócitos, adipócitos e tenócitos. O interesse neste tipo celular cresceu exponencialmente nos últimos anos devido ao seu grande potencial de uso na regeneração de tecidos e órgãos lesados, e também a sua capacidade de modular a resposta imunológica. 

Evandra Strazza Rodrigues Sandoval

Laboratório de Biologia Molecular - Hemocentro de Ribeirão Preto

 

As células-tronco da medula óssea
A presença de células-tronco na medula óssea é uma informação que muitas vezes lemos e ouvimos em diferentes fontes, mas poucas vezes aprofundamos nos detalhes. Discutir os tipos de célula-tronco encontrados neste tecido foi uma das preocupações da pesquisadora Evandra Strazza Rodrigues.
Parte da história começa em 1966, quando Alexander Friedenstein, ao cultivar células-troncos da medula óssea, observou que algumas células aderiam ao plástico e que, posteriormente, verificou que esta linhagem tinha o potencial de se diferenciar em outros tipos celulares: adipócitos, condrócitos ou osteócitos. Além destas peculiaridades, ao analisar o conjunto de proteínas de membrana plasmática, percebeu que eram diferentes dos padrões expressados pelas células-tronco hematopoiéticas, também presentes na medula óssea.
Neste momento da ciência, um novo conhecimento foi alcançado: na medula óssea existem dois tipos de células-troncos, as hematopoiéticas (responsável pela formação de células do sangue) e as mesenquimais (formação de células adiposas, ósseas e cartilaginosas).
Preocupada em explorar os detalhes das células-tronco mesenquimais, a especialista discutiu ainda as diferentes proteínas presentes nas membranas, como os Antígenos Leucocitários Humanos (HLA, tipo I e II) e o Complexo Principal de Histocompatibilidade (o MHC). Assuntos complexos que, sustentados por conceitos básicos – expressão gênica, propriedades das proteínas, receptores de membrana, modelo chave-fechadura, dentre outros -, permitiram aos jovens compreender a profundidade e especificidade do tema.
Ao final da palestra o aluno, ainda pensando nas dificuldades de se trabalhar com escalas tão diminutas, questionou:

Pedro: “Mas como você sabe qual proteína está presente na membrana plasmática da célula?”

Evandra: “Usa-se um marcador que reconhece a proteína. Este marcador “brilha” e é reconhecido por um equipamento capaz de captar a luz emitida. Desta forma, sabemos qual proteína compõe a membrana.”

Fernando Rossi Trigo

Casa da Ciência

 

Entusiasmo Mesenquimal
As pesquisas com células-tronco têm ganhado cada vez mais destaque nos veículos de comunicação. Mas não pense que isso faz da célula-tronco popular, pelo contrário, ela é bastante tímida.
Essa célula que ficou famosa pelo potencial de regeneração, é também uma heroína quando o assunto é auto-renovação e especificidade. Isso porque tudo começa na célula-tronco embrionária, que se forma a partir do zigoto, e conforme o corpo se desenvolve, a célula vai se especializando em alguns tipos de célula do nosso corpo. Por exemplo, em um tecido ósseo (específico) sempre terá a célula-tronco que dá origem ao tecido, assim, a célula-tronco na hora de se dividir, dará origem a duas células, uma igual a si e uma diferente, motivo pelo qual essas células-tronco nunca “somem” do nosso organismo.
A pesquisadora Evandra Strazza apresentou aos alunos as diferenças entre as células-tronco hematopoéticas e as mesenquimais, sendo as primeiras especializadas na origem de células do sangue e do sistema imune, enquanto as mesenquimais originam tecidos ósseos, cartilaginosos e adiposos.
Deixo aqui a mesma pergunta que me inquietou durante a palestra: “Se a medula óssea vem do nosso tecido ósseo - logo, repleta de células-tronco mesenquimais -, porque o exame de compatibilidade de medula é feito a partir de amostras do nosso sangue (rico em células-tronco hematopoéticas)?”. A resposta vem atrelada ao conjunto de proteínas presentes na membrana plasmática de nossas células, como por exemplo o sistema HLA... Vamos estudar?

Pedro Leopoldo Borges

Casa da Ciência

  

 


 

Espaço dos alunos

A partir da análise de 112 filipetas do encontro do dia 11 de abril, a equipe da Casa da Ciência produziu este infográfico destacando as principais dúvidas manifestadas pelos alunos e os principais conceitos aprendidos no encontro. A finalidade deste instrumento é a avaliação dos momentos de aprendizagem do aluno e valorização da sua dúvida.

As informações reportadas no infográfico referem-se a um exercício de avaliação realizado pelos alunos, que participam registrando um conceito e uma dúvida que surgiu durante a conversa com o pesquisador.

O aluno pode manifestar mais de um conceito, por este motivo a soma dos valores podem ser maiores que 100%.

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