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A idade da Terra e dos seres vivos

Abordando um dos temas prediletos dos alunos que frequentam o Adote um Cientista, o pesquisador Felipe Montefeltro trouxe as ferramentas utilizadas para medir o tempo na Paleontologia para o anfiteatro vermelho do Hemocentro no dia 18 de abril. Falar sobre essa área da ciência nos leva, quase automaticamente, a pensar em Tempo Geológico, conceito anteriormente discutido pelo biólogo Vinícius Moreno, que é fundamental para compreender a vida no planeta Terra.

 

Nas palavras do pesquisador

A idade da Terra e dos seres vivos, incluindo o homem, são umas das maiores questões da humanidade. Ao longo da nossa história, religiões, ciência e filosofia tentam responder estas questões baseadas em diferentes evidências. A abordagem científica moderna baseia-se em eventos cíclicos para propor “relógios”, e assim tentar responder tais perguntas. A idade da Terra e dos seres vivos são medidas em “relógios” para escalas de tempo muito grandes. Felizmente, dispomos de vários destes “relógios”, que podem ser utilizados para conferir mutuamente a idade destes eventos. 

Felipe Montefeltro

Laboratório de Paleontologia - FFCLRP - USP.

O tempo certo para a pergunta certa
O mais antigo livro que conta nossa história não está em uma fabulosa biblioteca, mas encontra-se disperso pelo planeta, como páginas de um livro que se perderam ao vento. Hoje, contamos o tempo por meio de um relógio, que sugere um ritmo regular e conhecido por nós, capaz de datar um fato de nosso interesse; mas esse é o nosso método para contar o tempo!
Conscientes de que o tempo da natureza não é o mesmo do homem, devemos saber que a vida tem seus relógios naturais representados em ciclos como o dia/noite, como nos anéis que circundam o tronco das árvores (o chamado dendograma), como os decaimentos radioativos (o caso do famoso carbono 14), como os fósseis presentes em rochas sedimentares ou até mesmo no estudo da composição de rochas magmáticas.
Considerando toda a amplitude do termo tempo, qual a importância de estudá-lo? A Teoria Evolucionista de Darwin tem profundo interesse no tema, afinal, é conhecendo as limitações temporais de uma espécie que conseguimos compreender seus antecedentes primitivos e suas relações com espécies mais atuais.
Durante o encontro, ao apresentar a imagem da rocha “mais antiga” conhecida, datada com 4,4 bilhões de anos, o pesquisador enfatizou a limitação da precisão:
Felipe: “Podemos dizer que o planeta Terra tem, no mínimo, esta idade, mas esbarramos na questão que essa data é de quando as rochas começaram a se solidificar, esfriar, o que leva a uma idade mais avançada do nosso planeta”.
Aluno: “Mas quando surgem os primeiros seres vivos?”.
Felipe: “Os registros fósseis mais antigos que se conhecem, são de procariontes de aproximadamente 3,8 bilhões de anos”.
Protagonista deste encontro, o tempo se insere na resposta de inúmeras perguntas, mas a escolha do conceito-relógio adequado se faz fundamental para alcançar uma resposta coerente ao que se investiga. Compreender o presente não é fácil e, para isso, contamos com o auxílio da paleontologia, que se debruça nas diferentes “pistas” de um passado distante, nos dando ferramentas para conhecer melhor o tempo em que vivemos.

 


Espaço dos alunos

A partir da análise das filipetas do encontro do dia 18 de abril, a equipe da Casa da Ciência produziu este infográfico destacando as principais dúvidas manifestadas pelos alunos e os principais conceitos aprendidos no encontro. A finalidade deste instrumento é a avaliação dos momentos de aprendizagem do aluno e valorização da sua dúvida.

As informações reportadas no infográfico referem-se a um exercício de avaliação realizado pelos alunos, que participam registrando um conceito e uma dúvida que surgiu durante a conversa com o pesquisador.

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