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Tempo e Clima: da goteira à precipitação pluvial
Sex, 03 de Maio de 2013 09:16

{jcomments on}Seguindo o tema do grupo que orienta no programa Pequeno Cientista, Vinícius Moreno Godói, biólogo e mestre em paleoentomologia pela USP, estendeu seus conhecimentos aos alunos do Programa Adote um Cientista no dia 4 de abril. Vinícius apresentou vários termos e conceitos utilizados na meteorologia e falou sobre as causas das fatalidades envolvendo o clima, assunto que aguçou a curiosidade dos jovens, que mantiveram um diálogo constante durante o encontro.

 

Nas palavras do palestrante

Muito se fala a respeito de tempo, clima e desastres naturais, mas até que ponto pode-se confiar na meteorologia? Qual é a importância do clima da Terra em nossas vidas? São perguntas simples, que muitas vezes, frente às tragédias, podemos até desconfiar que algo de estranho está acontecendo; mas será que o único responsável por isso é o clima?

Vinicius Moreno Godoi
Ceduc – Centro de Educação do Hemocentro de Ribeirão Preto

Tempo ou Clima?
Compreender as diferentes variáveis envolvidas na expressão de determinado fenômeno climático exige a articulação de conhecimentos químicos, físicos, biológicos e intervenções antrópicas.
Para desenvolver este tema – Tempo e clima: da precipitação pluvial a goteira – o biólogo Vinícius Moreno Godoi explorou a criatividade e os instrumentos de medida, os conhecidos termômetros.
Em um espaço que comporta aproximadamente 200 pessoas, o pesquisador demonstrou o quanto complexo é chegar a uma simples pergunta: “Qual a temperatura do anfiteatro?”. Com quatro termômetros distribuídos em diferentes posições, e dois montados em experimento com temperatura e umidade variados (estufa), a discussão de conceitos fundamentais como temperatura média e sua correta interpretação foi realizada.

 

Localização do termômetro no anfiteatro

Temperatura mensurada

Frente

21ºC

Lateral

22ºC

Fundo

24ºC

Ambiente externo

31ºC

Estufa (montada no anfiteatro)

29ºC

Estufa e sob água (montada no anfiteatro)

24ºC


Quando uma discussão complexa se manifestava, remetia-se ao conceito básico em que se sustentava. Um desses básicos inclusive, Vinícius conta que aprendeu quando ainda estava na 4ª série do ensino fundamental: “Ar quente sobe, ar frio desce”.
As relações sobre as correntes marítimas, massas de ar, relevo, foram abordadas e, a CC “cutucou” os alunos com a seguinte pergunta:
“Existe algum padrão entre as correntes marítimas do Hemisfério Norte e Sul?” – referindo-se ao sentido horário e anti-horário – e ainda complementa “Esse padrão se manifesta no ano inteiro ou está associada a alguma estação do ano?”; “Acontece tudo ao mesmo tempo ou existe uma sequência?”.
Ao final, perguntas como “A Lua interfere no clima e nas marés?” e “Ela (a Lua) influencia na água dos rios?”.

Fernando Rossi Trigo
Casa da Ciência


O Tempo e o Clima
Com uma palestra apresentando experimentação ao vivo, Vinicius Godoi falou sobre o clima e o tempo para os alunos, abordando suas características e propriedades.
Após explicar o conceito adequado de cada um dos termos, iniciou-se a apresentação de fatores que são responsáveis pela definição de tipos de clima e tempo como as massas de ar, continentalidade, correntes marítimas, entre outros.
Durante a conversa, foram apresentadas algumas complicações do que alterações no clima podem resultar. Neste momento surgiram algumas dúvidas, mas uma em especial chamou atenção: um aluno questionou se “seria a glaciação um fenômeno contrário do efeito estufa?”. Isso possivelmente tenha sido pensado pelo aluno como uma analogia ao dualismo “gelo x fogo” ou “frio x quente”.
Entretanto este antagonismo de fenômenos naturais não é válido, inclusive pelas causas de cada um: o efeito estufa (importante para a vida no nosso planeta) apresenta-se como resultado da retenção de calor pela atmosfera, já a glaciação não tem causas conhecidas e nem previsibilidade.

Ádamo Siena
Casa da Ciência


Quanto tempo o tempo tem?
O ditado já dizia: “O tempo do homem não é o tempo de Deus!”. Mas e o tempo da Natureza, é o tempo de quem?
Com pouco tempo para falar, é difícil interpretar a ação do tempo biológico, que se dá em escalas extremas de milênios ou milésimos de segundos. Esse foi o desafio de Vinicius Moreno Godói que, em uma hora, teve a missão de apresentar as diferenças entre tempo e clima, além das dimensões de Era, e as influências significativas de relevo, vegetação, latitude e altitude na definição de um clima.
O tempo é só um dos ramos de um clima que pode ter uma temperatura, que pode ter circulação de ar, que pode ter sol, que pode ter precipitação, que pode ter influência da rotação da terra. Mas o que diferencia o clima de duas regiões distantes, que têm altitude e condições de solo similares? Por exemplo, por que o cerrado Brasileiro também não é Savana, como na África? Isso corresponde diretamente à formação de biomas, que por vezes têm condições estruturais muito semelhantes, mas se localizam em polos totalmente distintos, o que determina seu clima.
Agora vamos dar um passo à frente; será que a exploração de um território natural tem influência na definição de um clima? Por exemplo, o Brasil é um território relativamente novo, a exploração tardia de seus recursos naturais podem contribuir para a definição do clima brasileiro?

Pedro Leopoldo Borges
Casa da Ciência

 

Variáveis de intervalos de tempo
A cidade de Ribeirão Preto é conhecida como uma cidade muito quente. Será que isso se deve ao seu clima ou ao seu tempo? Com base na palestra ministrada pelo mestre Vinicius Moreno Godoi, ficou claro que o tempo se restringe ao momento, ou seja, é a soma de variações atmosféricas como chuva, sol e vento num limitado período. Já o clima de uma região é determinado pelo seu comportamento médio da atmosfera por um longo período, que podem ser meses ou anos. Para compreender melhor, o tempo seria como uma foto e o clima como um filme, o que remete ao momento (tempo) e continuidade (clima).
Com vários investimentos nessa área, a meteorologia consegue ser cada vez mais precisa. Um exemplo fiel dessa afirmação é a Fórmula Indy, em que os satélites são posicionados sobre a área do circuito para receber informações do tempo com mais exatidão, como o momento exato de uma possível chuva.
Com esses estudos mais avançados sobre tempo e clima podem ser respondidas perguntas como a que um aluno levantou durante a palestra: “a glaciação é o contrário do efeito estufa?”. O resultado final sim, porém, há causas que podem auxiliar esse processo. Por exemplo, teóricos dizem que na ultima Era Glacial, a erupção de um vulcão teria emitido muita fumaça, bloqueando o alcance do Sol à terra, possível causa desse resfriamento.

Flávia Kato
Casa da Ciência


Espaço dos alunos

A partir da análise de 119 filipetas do encontro do dia 4 de abril, a equipe da Casa da Ciência produziu este infográfico destacando as principais dúvidas manifestadas pelos alunos e os principais conceitos aprendidos no encontro. A finalidade deste instrumento é a avaliação dos momentos de aprendizagem do aluno e valorização da sua dúvida.

 

As informações reportadas no infográfico referem-se a um exercício de avaliação realizado pelos alunos, que participam registrando um conceito e uma dúvida que surgiu durante a conversa com o pesquisador.

 

O aluno pode manifestar mais de um conceito, por este motivo a soma dos valores podem ser maiores que 100%.

 

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