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Visita ao Viveiro de Mudas desperta interesse pela botânica

{jcomments on}A visita ao Viveiro de Mudas sempre fez parte do Adote um Cientista ao longo de seus oito anos de existência na Casa da Ciência. No dia 16 de agosto não foi diferente, os jovens foram levados a mais essa atividade envolvendo botânica e muito conhecimento.

Encontro realizado em 16/08/2012

 

O principal objetivo dessa visita é possibilitar aos alunos uma oportunidade, talvez única, de conhecer parte do Projeto de Recuperação da Cobertura Vegetal da USP de Ribeirão Preto, hoje muito reduzida em relação à região original. A grandiosidade deste projeto, realizado em grande parte por professores e pesquisadores do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras (FFCLRP), contrasta com o pouco interesse pelas plantas, revelado seguidamente pelos participantes do Adote. Contrasta também com o entusiasmo contagiante e a convicção inabalável do senhor Antonio Justino da Silva, técnico agrícola do Viveiro de Mudas, que, com maestria e paciência, conduz todos, inclusive professores e algumas mães presentes, às primeiras lições sobre nomes das plantas, locais, floração e sementes. O senhor Antonio dividiu com todos seus relatos fascinantes sobre o aprendizado que adquiriu e ensinamentos que compartilhou ao longo de anos de coleta de sementes e trabalho de campo em companhia de jovens pesquisadores. Antes de nos apresentar frutos e sementes, seus formatos e interações com polinizadores e agentes dispersores, contou um pouco sobre a sucessão das plantas* em um reflorestamento. Além disso, relatou que percorrendo as Bacias do Rio Pardo e do Mogi, os ipês são encontrados com muita facilidade, mas faz um alerta: a peroba rosa está em fase de extinção!

 

"Todo artista deve ir aonde o povo está" (Milton Nascimento)
A sala de aula é uma forma de ensino prática, pragmática e de baixo custo. É necessária? Sem dúvida. Mas não é suficiente. No evento do ADOTE deste dia .. não levamos o conhecimento para dentro de uma sala/auditório dentro de 4 paredes.. fomos ao seu encontro.. além de nos encontramos com as árvores, vegetação, mudas, sementes, terra.. nos encontramos também com Antônio Justino, técnico reponsável pelo viveiro de mudas do campus de Ribeirão Preto. Não é professor, não é pesquisador...ele tem a vivência de anos e anos com a mata, suas árvores, suas sementes, suas mudas. Neste dia do Adote nossos alunos foram mergulhados no mundo de conhecimento de Sr. Antonio e envolvidos por um pedacinho da mata. A questão aqui não é se o aluno aprende melhor sobre a mata atlântica dentro da sala de aula ou fora dela, a questão aqui vai além, é mostrar a educadores, pais e alunos que o conhecimento não se restringe a sala de aula, que o conhecimento está ao nosso redor, permeia nossa vida, e parte da missão de um educador não é levar o conhecimento ao aluno, mas ensinar o aluno ir onde está o conhecimento.

Valéria Costa

Casa da Ciência

E o vento levou...
Foi ótimo dar inicio às atividades do Adote nesse semestre com um tema que me desperta amor e ódio: A Botânica. Com ou sem condições saudáveis, as plantas sempre dão seus pulos para garantir a continuidade de suas espécies. Seja para suprir a necessidade de algum fator ou para reagir à ação antropológica, a natureza vive em constante transformação. E esse foi um dos temas que o senhor Antônio abordou em nosso último encontro. Mas o ponto chave da aula de campo foi quando analisamos sementes de árvores que são verdadeiras relíquias ecológicas. As sementes foram a melhor interpretação para o conceito mais importante do evolucionismo: Adaptação. E se não tivessem polinizadores para determinada espécie? A natureza daria solução. Existem espécies que são polinizadas pelo vento, e por meio de sementes aladas, garantem sua própria sobrevivência. Existe algo mais mágico que isso? Na verdade, existe. E sempre haverá uma coisa mais extraordinária que outra para ser desvendada, afinal, estamos falando de ciência, e para ela, nada é definitivo.

Pedro Borges

Casa da Ciência


O verdadeiro atraso
O Sr. Antônio deixou claro que reflorestar é pensar no social ou no bem comum de todos quando relaciona a floresta ao regime de chuvas, às nascentes dos rios e à polinização. A floresta em “pé” vale mais que “deitada”, esse é o princípio que o norteia e isso é evidente quando menciona o desmatamento ocorrido na Bacia do Rio Pardo em decorrência das culturas de café e cana de açúcar. Reflorestar é um bom caminho para recuperar uma bacia hidrográfica bastante devastada, e para isso, é fundamental o banco de sementes que garante biodiversidade e variabilidade genética. Quando fala da vegetação mostra que o Jequitibá na floresta é uma árvore tardia e a Paineira integra uma vegetação secundária. E quando aponta para uma Embaúba (pioneira), árvore comum em nossa região, localizada a alguns metros dos ouvintes, foi possível notar que poucas pessoas a conhecem ou já ouviram falar nela.

Ricardo Couto

Casa da Ciência

 

Da semente ao fruto
Interagimos com o arquivo vivo Sr. Antonio, como é bem conhecido e tudo o mais ficou muito fácil naquela tarde de 16 de agosto. Conta o que sabe sobre o desmatamento que sempre foi uma regra entre os agricultores e que ainda continua, a despeito de leis que impedem e o mal que isto causa ao próprio ser humano. Sua paixão é pelo jequitibá que continua procurando para plantar, sabendo que não os virá florescer; com alegria conta que um pé floresceu perto do Viveiro, 20 anos depois que foi por ele plantado. Garante que, com o trabalho e grande esforço de grupos - sempre pequenos diante da grandiosidade das tarefas - teremos um pedaço da Mata Atlântica perto de nós. Lembra que as 47 espécies florestais que compõem o reflorestamento da USP de RP foram selecionadas seguindo critérios rigorosos ditados pelas características do bioma original da nossa região. Para melhor entendimento, citou exemplos de alguns desequilíbrios causados pela introdução de plantas e animais em biomas não apropriados, dizendo da importância de serem respeitadas as adaptações dos seres vivos que vem há milhares de anos.

Marisa R. Barbieri

Casa da Ciência


Paineira e Jequitibá: leveza, asas e o vento
Em uma bancada mais adiante, Seu Antônio nos conduziu a observar alguns frutos de árvores típicas da região e que são utilizados no reflorestamento do Campus. Mostrou-nos o fruto da Paineira, que abriga uma semente relativamente pequena e estrategicamente ligada a pequenas fibras sedosas e brancas (painas), semelhantemente ao algodão. “Antigamente - disse Seu Antônio - essas painas eram utilizadas como enchimento de almofadas”, mas qual seria a função dessas painas na natureza e para a sobrevivência dessa espécie? Mais adiante, mostrou o fruto do Jequitibá, e todos observaram que se tratava de um fruto do tipo cápsula deiscente, ou seja, uma cápsula que permanece fechada até o momento da maturação, liberando as sementes através de uma abertura após o amadurecimento do fruto. Essas sementes do Jequitibá são maiores do que as da Paineira e também são mais pesadas. Ao mesmo tempo, essas sementes são ditas “aladas”, por apresentarem estruturas semelhantes a asas. E a partir daí surgem questões: qual seria a função de asas para um organismo? E para uma planta? Pensando nisso, podemos dizer que a semente da Paineira bem como a do Jequitibá utilizam estratégias semelhantes, mas com estruturas diferentes para disseminar suas sementes. A paina auxilia na flutuação da semente devido à sua leveza e a resistência que o ar impõe sobre as fibras. Já no Jequitibá, a estrutura que sofre a resistência do ar é a “asa” da semente, ocasionando num mecanismo dinâmico e complexo, e, assim, ambas as sementes das duas espécies podem ser carregadas ao sabor do vento. Embora com suas diferenças, as duas espécies garantem a dispersão de suas sementes para um local mais distante de sua arvore mãe pelo mesmo fator (vento), garantindo assim a propagação destas para outras áreas.

Ádamo Siena

Casa da Ciência

 

Floresta X Agricultura
Esta palestra foi ministrada no Viveiro de mudas da Usp, sob a 'batuta' do Seu Antonio.
Ele explicou para os alunos a importância do reflorestamento de uma maneira geral e sobre o porquê da importância do banco de sementes. Como o assunto `reflorestamento` é muito rico, ele abordou principalmente a importância dele ser realizado com plantas nativas. Daí a necessidade do banco ser mantido! E foi interessante ver a interação que surgiu, pois a palestra foi ministrada no próprio viveiro, possibilitando aos alunos verem`ao vivo` várias espécies nativas, mas pouco conhecidas de muitos (Embaúba, Paineira, Ipê), pois na nossa região ocorreu muito desmatamento em virtude da agricultura. Isto é um contrassenso até, pois trouxe riqueza de um lado (economia), mas pobreza (botânica) de outro...Precisa ser assim?

Lorimeri Cortes

Casa da Ciência

 

 

Será que agricultura/desenvolvimento econômico e a preservação das florestas e matas não podem coexistir? Você já ouviu falar em agrofloresta? E desenvolvimento sustentável? Deixe seu comentário!

*Saiba Mais...

Sucessão das plantas em um reflorestamento


Pioneiras ou primárias: são as 1as plantas a surgirem em uma clareira, tem crescimento rápido, necessitam de bastante luminosidade. Tempo de vida curto, entre 6 a 15 anos. (Embaúba, Aroeira).

 

Secundárias: necessitam de sombra para o seu crescimento inicial e depois pleno sol como as pioneiras; só se desenvolvem na fase intermediária de formação de uma floresta. Tem um crescimento mais lento do que as pioneiras, porém, seu tempo de vida útil na floresta é maior, de 15 a 20 anos. (Paineira, Ipês).

 

Tardias ou clímax: são árvores que se desenvolvem na sombra e crescem até fomarem o dossel (camada superior) da floresta. Possuem grande longevidade de vida, chegando algumas espécies a atingir 400 anos. (Jatobá, Peroba rosa).

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