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Tarde de conhecimento e comemoração na Casa da Ciência
Seg, 09 de Fevereiro de 2015 12:22

Comemorar 10 anos de um programa educacional com um evento que está na sua 20º edição é motivo de orgulho para a Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto.

No dia 4 de dezembro de 2014, durante o 20º Mural da Casa da Ciência, foram comemorados os 10 anos do Adote um Cientista, programa que une pesquisadores, professores e alunos do ensino básico em encontros semanais. Logo no início da tarde, ansiosos para compartilhar o que aprenderam durante o semestre, os jovens fizeram os últimos ajustes em seus cartazes e maquetes para apresentar os trabalhos de iniciação científica que desenvolveram junto a pesquisadores do Hemocentro e da USP no programa Pequeno Cientista.

A abertura do evento foi realizada pela Profa. Marisa Ramos Barbieri, coordenadora da Casa da Ciência, que destacou a importância da organização dos conteúdos aprendidos pelos jovens durante a finalização dos projetos. "Como é próprio do processo educacional, vocês vão perceber o que aprenderam à medida que forem desafiados a falar sobre os assuntos. E vão perceber mais ainda, que terão muitas dúvidas, é assim que caminha a ciência. O conteúdo e a informação estão dentro de uma atitude, uma habilidade de raciocinar, de relacionar, de observar, de interpretar, de analisar - que são habilidades que vão crescendo em complexidade".
O biólogo Fernando Rossi Trigo falou sobre os números de participantes dos programas educacionais da Casa em 2014: 179 alunos de 46 escolas de Ribeirão Preto e região e colaboração de 50 pesquisadores da USP. O programa Pequeno Cientista, que teve a participação de 15 grupos de pesquisa sob a orientação de 29 pesquisadores-orientadores, realizou 11 encontros semanais de 45 minutos, totalizando mais de 8h de atividades presenciais.

 


Apesar do curto período de orientação, os resultados apresentados no 20º Mural surpreenderam os presentes, principalmente o grupo de 20 avaliadores dos trabalhos – formado por pesquisadores e professores convidados. Os alunos falaram sobre as perguntas que guiaram a investigação e os resultados do grupo, apresentando muitos conceitos debatidos durante os encontros. "A consciência mora no cérebro?", "A matemática está envolvida com a ciência?", "É possível existir um super-herói?", "O que acontece com pessoas que não tem melanina?", "Para que serve cada tipo de microscopia?", "O que são células-tronco?", "As moléculas de RNA são todas iguais?", "Como ocorre a síntese proteica?" foram algumas das perguntas que guiaram as apresentações.

 

As 20 edições do Mural

Semestralmente promovido pela CASA, o Mural acompanha o programa Adote um Cientista desde seu início em 2005. Grupos dos mais variados temas já participaram do evento e deixaram suas contribuições. Inicialmente, os trabalhos apresentados no Mural eram desenvolvidos dentro dos Grupos Temáticos do Adote, que já apresentavam características de uma iniciação científica. Agora, com os grupos de investigação estruturados dentro do programa Pequeno Cientista – que teve início em abril de 2012– e a avaliação constante da equipe da CASA, o evento fortaleceu a participação dos pesquisadores também como avaliadores dos trabalhos. Esta nova colaboração enriqueceu as discussões e os registros do evento.


Em comemoração à 20ª edição do Mural e aos 10 anos do Adote um Cientista, a CASA preparou uma retrospectiva de todos Murais:


Os trabalhos

Trabalhando associações de conceitos complexos, o grupo "Fronteiras em Neurociências" questionou se a consciência mora mesmo no cérebro. Discussões relacionando memória e aprendizado também foram feitas, além de um projeto de "escola do futuro", no qual os alunos propunham uma reformulação do ensino básico a partir de preceitos da neurociência, revelando seus descontentamentos com a escola e como isso poderia mudar levando em conta estudos da área. Já o grupo de "Fotobiologia", que trouxe um exemplo de Disco de Newton acoplado a uma batedeira elétrica para demonstração, investigou a influência da luz nos organismos, passando por temas como definição e comprimento de luz e cromóforos nas plantas. Os alunos do grupo "Aplicação da Matemática na Arte" relacionaram alguns conceitos da matemática, como escala e proporção, utilizados na construção de instrumentos e na fotografia. Além de uma exposição de fotografias em diferentes escalas e perspectivas, mostraram materiais utilizados para a construção de um violão e como os diversos aspectos dessa construção influenciam no som final – tudo produzido pelos integrantes do grupo. O trabalho "A Biologia dos Super-Heróis" relacionou o papel do DNA em estabelecer as características e as habilidades humanas, além da manipulação genética e de análises clínicas com a possibilidade de existirem super-heróis como aqueles das histórias em quadrinhos. Já o uso e obtenção de produtos do metabolismo secundário de plantas para a produção de fármacos, por exemplo, foi o foco do grupo "Extração dos Princípios Ativos dos Vegetais", que demonstrou ao vivo como extrair um metabólito, o tanino, de uma planta.
Os alunos do grupo "Estudando a Célula" foram a fundo na unidade funcional da vida. Para isso, construíram uma maquete com massinha esquematizando um processo essencial à vida, a replicação do DNA, além de expor esquemas desenhados pelos próprios integrantes elucidando conceitos. Para investigar a célula, porém, é preciso um microscópio. E o grupo de "Microscopia" revelou o que fundamenta o funcionamento dessa importante ferramenta, as técnicas utilizadas pelos cientistas e para quê serve cada tipo de microscópio, apresentando, inclusive um microscópio óptico – seu funcionamento e as partes que o compõe. O grupo de "Células Embrionárias" desvendou qual a função de uma célula-tronco e quais os mecanismos envolvidos na diferenciação celular – inclusive o papel do meio nessa diferenciação -, além de levantar a discussão sobre terapia utilizando células-tronco. Já a função das diferentes células do sistema imune foi o foco do grupo "Exército do Bem", que trouxe maquetes de isopor ao Mural mostrando como esse exército age em nossa corrente sanguínea e os diferentes elementos celulares envolvidos na resposta imune. E um pouco mais sobre o processo de apoptose, essencial para a manutenção de um organismo saudável, mas repleto de nuances em pessoas com algumas doenças, foi revelado pelo grupo "Apoptose, um Processo de Morte Celular".
O grupo "Genética" trabalhou os principais tópicos do tema de uma maneira bastante diferente. Os alunos expuseram um histórico dessa área da ciência, explicaram conceitos sobre o assunto e divertiram o público ao trazer um jogo sobre a síntese proteica elaborado pelos membros do grupo. "Diversidade Cromossômica" investigou se a diferença de tamanho e de complexidade entre espécies está relacionada ao número de cromossomos e ao seu cariótipo. "RNA's Não-Codificantes" foi o nome do grupo que desconstruiu a ideia inicial de que RNA's são responsáveis apenas por produzir proteínas uma vez que, na verdade, eles também podem atuar em processos regulatórios e inibitórios da maquinaria genética. Já o grupo "Conhecendo as Pesquisas em Leucemia" revelou o que é a doença, qual sua relação com o sistema imune e como ela pode ser melhor compreendida em laboratório. Na mesma linha, o grupo "Leucemias e Alterações Cromossômicas" associou a doença com alterações e erros nos cromossomos, uma relação bastante importante e também muito complexa.

Mais uma vez o Mural cumpriu o objetivo de promover a sedimentação dos conceitos aprendidos e a troca de informações entre os grupos. As discussões e os questionamentos levantados durante o evento deram a oportunidade dos alunos avançarem em complexidade e também repensarem as perguntas e as hipóteses dos projetos.

 

O evento contou com a presença de familiares dos alunos, professores das escolas participantes e ex-alunos. No final, os jovens foram presenteados com livros doados pelas editoras Paraler, Saraiva e Scipione.

 

 

Texto: Gisele Oliveira e Vinicius Anelli.

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