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Pesquisando e ensinando: alunos apresentam projetos de investigação científica no 19º Mural
Qua, 18 de Junho de 2014 10:52

O 19º Mural da Casa da Ciência revelou as perguntas e as hipóteses que motivaram os alunos na investigação científica que realizaram no último semestre. O evento, que aconteceu no dia 5 de junho, contou com a apresentação de 15 projetos dos estudantes participantes do programa Saltimbancos da Ciência. Com entusiasmo, os jovens apresentaram os conceitos aprendidos e os experimentos desenvolvidos para seus colegas, professores e avaliadores presentes.

O Mural é realizado semestralmente pela Casa da Ciência. No evento, os alunos apresentam seus projetos e trocam experiências. Nesta edição, os trabalhos expostos foram desenvolvidos na escola e em casa pelos alunos, com a supervisão do professor. A participação e empenho dos jovens foram fundamentais, pois eles foram responsáveis pela escolha do tema e da pergunta da investigação.
A Profa. Marisa Ramos Barbieri, coordenadora da Casa da Ciência, em sua fala no início do evento, destacou a disciplina dos alunos e o potencial para o desenvolvimento de uma iniciação científica, observando a preferência dos jovens por temas do dia-a-dia:

 

 

"Escolher o tema tem algo de subjetivo, você escolhe aquilo que está interessado em saber, são coisas do cotidiano que seriam simples, mas que não são".

Os assuntos foram variados, mas próximos da realidade do aluno: alguns alunos optaram por investigar os fatores que provocam o surgimento da acne e as formas antigas de controlá-las, como o uso do pó de arroz e do mel; outros pesquisaram sobre a desmineralização e remineralização dental, com destaque para alguns alimentos e sua ação sobre a pigmentação e resistência dos dentes; teve ainda um grupo que se dedicou a descobrir a melhor maneira de reaproveitar os bulbos da cebolinha verde para o cultivo de novas mudas, mas ao estudar seu crescimento em diferentes condições – presença de detergente, água sanitária, água destilada, dentre outras – observaram mudanças na pigmentação e, após uma palestra sobre células-tronco, associaram alguns resultados obtidos a esse tema; e outro que investigou a proliferação de bactérias e fungos em esponjas de banho e de lavar louça e a melhor maneira de esterilizá-las utilizando a luz solar, cujo principal aprendizado foi lidar com as questões de esterilização do próprio laboratório – este grupo da cidade de Luís Antônio contou com a orientação da Profa. Sandra Spagnoli e do professor de química da escola.
No desenvolvimento da investigação, os alunos perceberam que os assuntos escolhidos podiam ser mais complexos do que imaginaram e, para avançar em alguns conceitos, solicitaram a ajuda de um pesquisador. A orientação do especialista encurta o tempo para se alcançar o resultado esperado pelo grupo. Para auxiliar os grupos, a Casa da Ciência convidou o mestrando Danilo Benette e Daianne M. de Carvalho que se reuniram com os grupos dos temas Autismo e Proliferação Bacteriana, respectivamente.
Durante o primeiro semestre do Adote um Cientista, programa educacional que completou 10 anos, 11 pesquisadores convidados compartilharam, nas tardes das quintas-feiras, seus conhecimentos com mais de 90 alunos de 15 escolas de Ribeirão Preto e região. Falando sobre temas de suas pesquisas e interagindo com os jovens e os professores que frequentam o programa, os especialistas despertaram ideias e questionamentos que auxiliaram na escolha e desenvolvimento de alguns projetos dos alunos. O grupo do tema Autismo, por exemplo, pretendia montar uma peça teatral, mas durante o desenvolvimento do projeto compreendeu que não tinha informações suficientes para isso e resolveu aprofundar sua pesquisa sobre o assunto antes de escrever a peça. Para isso, buscaram orientações com um profissional da saúde especializado no cuidado de pessoas com autismo. Além destes diálogos, a conversa com o pesquisador Danilo Benette permitiu avançar e aprofundar nas questões da Neurociência. Ao final deste processo, as alunas relacionaram o neurônio espelho com o autismo e criaram uma hipótese da cura da disfunção por meio da terapia celular, relacionando conceitos de duas palestras que acompanharam no Adote.
Os grupos surpreenderam pelo envolvimento e empenho. Um grupo da cidade de Dumont, acompanhados e orientados pelos professores Bethânia Ferreira Silva e Robson França, pesquisou sobre flores comestíveis e as substâncias que podem estar presentes em seus tecidos, como tanino, lignina, flavonoides, carotenoides, dentre outros. Aprofundaram a discussão nas diferenças entre o hibisco comestível e o que não pode ser ingerido e, ao medirem o pH das duas espécies, observaram que a flor comestível é mais ácida que a outra. Outro grupo de alunos de Luis Antônio se interessou em investigar trajetórias de projéteis, iniciando estudos básicos de balística. Projetaram e construíram a própria besta – um arco mecânico que projeta setas – para investigar lançamentos com ângulos de 45ᵒ e 90ᵒ, os quais acreditavam que atingiriam a mesma altura. Os resultados os suprenderam.
Outro desafio apresentado foi a montagem de uma impressora 3D, utilizando criatividade e recursos alternativos. Muitas pesquisas na internet, tutoriais e mão na massa não faltaram! Com o protótipo quase finalizado, os alunos participantes pretendem, em breve, construir novas impressoras a partir da confecção das próprias peças pelo modelo atual.
A matemática também estava presente no Mural. Os alunos da Profa. Valéria Domingos tentaram, sem sucesso, moldar a bolha de sabão em outros formatos e descobriram que ela sempre apresenta a forma esférica porque existe uma "briga" constante entre a tensão superficial da água e as pressões internas e externas da bolha. O grupo também apresentou o trabalho realizado com o "elevador de passas", explicando que o gás carbônico – proveniente de comprimidos efervescentes colocados em um copo d'água – se fixa à uva e a carrega para a superfície do recipiente e, depois que as bolhas estouram em contato com o ar, a uva volta a descer para o fundo do copo.
A investigação e apresentação do efeito MPemba, até hoje não elucidado completamente pela Ciência, trouxe para o Mural questões que fogem às explicações esperadas. Afinal, como explicar as situações em que a água quente congela primeiro que a mesma quantidade de água em temperatura ambiente? Outros jovens quiseram investigar a física da condutividade elétrica e montaram uma plataforma de estudos, em que a ativação do cooler só se concretizava se o material fosse condutor. Com essa prancha de teste, montaram uma tabela comparativa entre diferentes materiais, categorizando conforme sua capacidade de conduzir eletricidade.
Entre várias observações realizadas pela equipe da Casa da Ciência durante o Mural, destaca-se a postura dos alunos, que, ao serem questionados pelo seu trabalho, se mostraram aptos a relacionar alguns conceitos. O evento também revelou que as dúvidas levantadas durante a apresentação ajudam os jovens a repensarem as perguntas e as hipóteses dos projetos, fazendo com que alguns grupos queiram continuar a pesquisa sobre o tema escolhido. Agora, a Casa já está planejando as atividades para o próximo semestre do Adote um Cientista e buscando uma maior participação dos pesquisadores na orientação dos grupos dos programas Saltimbancos da Ciência e Pequeno Cientista.

O Mural contou com a presença dos avaliadores Daniel Antunes Moreno (pós-doutorando da FMRP), Danilo Benette Marques (mestrando da FMRP) e do ex-aluno Dímiller Sacchi Barboza (1º ano do Ensino Médio), que integraram um exercício fundamental para o registro e avaliação externa dos resultados dos alunos. A coordenadora Taiza Sampaio, de Dumont, uma colaborada importante que apoia e participa da proposta, também acompanhou e avaliou o evento. Os professores Bethânia Ferreira Silva, Percília Paschoal de Almeida, Robson França, Sandra Ferreira Spagnoli, Valéria Domingos e William Franklin Sampaio, integram um time de educadores que participam, acompanham e incentivam a participação de seus alunos nos programas.

 

 

Confira o álbum completo com as fotos do 19º Mural:

 

 
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