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Investigação dos alunos resultam trabalhos científicos
Sex, 14 de Setembro de 2012 14:53

No Mural da Casa da Ciência, alunos do Adote um Cientista apresentam os resultados de um semestre de investigação. Em sua 14º edição, que aconteceu no dia 13 de dezembro de 2011, os jovens exibiram os diferentes projetos investigados durante um semestre, contando suas hipóteses, caminhos e resultados alcançados. Conheça alguns recortes dos trabalhos apresentados:

 


Desenvolvimento de tilápia x qualidade de água


Bruno Costa Botelho - EMEB Olympio Pereira Conceição – Santa Cruz da Esperança – SP.


De que maneira a qualidade da água pode interferir no crescimento dos peixes? Este foi o foco de investigação do aluno Bruno. Os peixes foram criados em três tanques, com diferentes tipos de água. O primeiro tanque recebia água recém aflorada do lençol freático. A mesma água era passada de um tanque para outro, até chegar no último, que apresentou grande acúmulo de material orgânico, que leva à mudanças dos fatores abióticos e, consequentemente na biometria do organismo. A partir de medidas semanais de temperatura e pH, o jovem investigou a relação entre a quantidade de material orgânico e a curva de crescimento em tilápias.
Na apresentação surgiram perguntas como “Por onde o peixe identifica o pH?”, “Há diferença entre medir (temperatura e pH) na margem ou no centro do lago?”, “Onde há mais oxigênio dissolvido: na superfície ou no fundo de um lago?”. Os questionamentos proporcionaram discussões que não se encerraram naquela tarde.
Bruno explicou que “as tilápias que cresceram mais lentamente foram as que apresentaram temperatura mais baixa e pH mais baixo ou elevado que o padrão”. O primeiro tanque, que recebe água diretamente do lençol freático, foi o controle da observação, com temperatura e pH controlados e crescimento rápido. “Os peixes chegavam com 4 cm ou 5 cm e aproximadamente 4 gramas, e cresciam cerca de 2cm em 2 semanas, variando o tipo de água. O intervalo de temperatura ideal é 27°-32°. Abaixo disto elas param de comer e ficam mais expostas às doenças”, concluiu Bruno.

 

 

Impactos na mata ciliar do Rio Pardo


Isabela Fonseca Ivan e Gabriela Keila de Oliveira, alunas da escola EMEB Olympio Pereira Conceição – Santa Cruz da Esperança – SP.


O Rio Pardo, que nasce no município de Ipuiúna - região centro-sul de Minas Gerais-, foi palco de estudos das alunas Isabela e Gabriela, que, além de investigarem questões históricas desta bacia, analisaram os aspectos ambientais atuais sobre o impacto de esgoto e lixos lançados, além da instalação de ranchos e outras construções em sua margem.
As jovens tinham como foco inicial investigar “como era o Rio Pardo e como ele está hoje, a partir de depoimentos e relatos” de pessoas que conhecem muito a região, como pescadores e moradores antigos. Mas, aos poucos, outras questões foram surgindo, até chegar à proposta de criação de uma pequena sementeira para o reflorestamento desta mata ciliar, que é fundamental para qualquer ambiente aquático. Protegida por lei, esse espaço garante estabilidade e proteção para as diversas formas de vida, além de evitar impactos profundos, como o assoreamento do rio, ou grandes mudanças de curvas e trajetos.
O plantio de sementes em amostras de solo argiloso (48 amostras) e arenoso (15 amostras) constituiu a primeira etapa de investigação. Mesmo após 32 dias, as sementes do solo arenoso não germinaram. Por outro lado, 12 exemplares do solo argiloso germinaram de maneira desigual. Fatores como presença de fungos, excesso de água, iluminação inadequada, foram indicados como principais agentes da diferenciação na biometria.
Na segunda etapa, as alunas investigaram na bibliografia a quebra da dormência da semente associanda à alguns fatores: impermeabilidade da casca à água; embrião fisiologicamente imaturo e a presença de substâncias inibidoras, tanto na semente quanto no solo. Pesquisando sobre as diversas formas de quebra da dormência, escolheram o choque térmico para  utilizarem nas sementes de flamboyant (Delonix regia).
Na terceira e última etapa, pesquisaram a interferência da aplicação de adubos (químico e orgânico) durante e após a germinação das sementes, avaliando qual melhor momento para sua aplicação.
A criação de uma sementeira é o primeiro passo para a recomposição da biodiversidade e dos nichos ecológicos. Envolve complexas interações, que muitas vezes só serão respondidas no campo.


Interação ecológica entre as vespas e as figueiras


Matheus Henrique de Carvalho, Flaviane Azevedo Saraiva, Kennedy de Souza Dias e Daniele Minelli Santos; alunos da EMEF Profa. Arlinda Rosa Negri e EE Prof. Nestor Gomes de Araújo - Dumont – SP.


Alguns insetos apresentam um sincronismo surpreendente entre seu ciclo de vida, a floração e frutificação de algumas espécies de plantas. Neste trabalho, alunos investigaram o ciclo de vida de vespas que vivem no interior de figos. Orientados pela professora Michele Dayane Facioli Medeiros, investigaram esta íntima relação biológica que o aluno Kennedy definiu como “Relação mutualística e específica, em que determinada espécie de vespa consegue polinizar somente determinada espécie de figo”.
A partir de um estudo geral sobre insetos, os alunos relataram que o foco dos próximos estudos será “na morfologia da vespa, para discutir porque espécies do mesmo gênero, que estas estudadas, não conseguem polinizar as figueiras”.


Profa. Marisa (coordenadora da Casa da Ciência): “E como a vespa poliniza?”.
Kennedy: “Quando nasce, ela já está dentro do fruto. Quando sai, procura outros figos para ovopositar”.
Profa. Marisa: “É uma adaptação?”.

 

Michele Medeiros, que atualmentente é professora da EMEF Arlinda Rosa Negri em Dumont, frequentou a Casa da Ciência em 2001. Com apenas 17 anos, era aluna participante do curso "As Células, o Genoma e Você, Professor". A experiência de Michele, que frequentava as aulas aos sábados no Hemocentro, pode ser conferida na primeira página da 3º edição do Jornal das Ciências. 

 

Saiba mais sobre relação mutualística no texto escrito pelo aluno Kennedy Souza Dias.

 

Confira os outros trabalhos dos alunos na 22º edição do Jornal das Ciências.

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