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Evento reúne trabalhos de iniciação científica de alunos da rede básica junto a pesquisadores da USP
Sex, 13 de Julho de 2012 14:47
{jcomments on}A aproximação com pesquisadores da Universidade de São Paulo leva alunos do ensino fundamental e médio a questionarem e a experimentar a ciência na teoria e na prática, assim foi marcado o fim das atividades dos programas realizados pela Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto no primeiro semestre deste ano. O 15º Mural, ocorrido no dia 28 de junho, contou a participação de cerca de 150 pessoas - entre alunos, pesquisadores, professores e familiares dos estudantes, que puderam avaliar os resultados alcançados nos mais de 30 trabalhos apresentados pelos alunos. 
 
O Mural é um evento que acontece duas vezes ao ano, sempre no final de cada semestre, e marca o fechamento das atividades do Adote um Cientista. Este ano, diferente dos outros, também contou com a finalização do Pequeno Cientista, novo programa da Casa da Ciência, que teve início em abril e propõe que em poucos encontros de 45 minutos - neste semestre foram dez - os jovens desenvolvam projetos de iniciação científica, investigando temas específicos. Segundo a Profa. Dra. Marisa Ramos Barbieri, coordenadora da Casa da Ciência, esta edição do evento surpreendeu pela qualidade dos trabalhos apresentados e envolvimento dos alunos e orientadores; “principalmente pelo entusiasmo dos grupos em apresentar seus trabalhos para ouvir as sugestões, observações e críticas que possibilitassem a continuação dos seus estudos que sabem tratar de investigações, mesmo que iniciais”, explica. 
 
Neste primeiro semestre a Casa da Ciência recebeu diversos novos estudantes, registrando a participação de 170 alunos de 24 instituições de ensino de Ribeirão Preto e região (Batatais, Dumont, Santo Antônio da Alegria, Sertãozinho e Santa Cruz da Esperança). No total, foram realizados 15 encontros com pesquisadores do Hemocentro e da USP no Adote um Cientista, com cerca de uma hora e meia de duração, somando mais de 22 horas de aulas. Já o novo programa, Pequeno Cientista, que teve 12 grupos orientados por 24 pesquisadores, contou com aproximadamente sete horas de orientação presencial e teve a participação do professor também em sala de aula. “Um aspecto muito importante que deve ser destacado é a participação dos professores dos alunos, que os acompanhavam ao Hemocentro e também no dia-a-dia da escola. Este apoio foi decisivo na realização dos trabalhos, ampliando significativamente o tempo e a aprendizagem, dele dependente”, complementa a professora Marisa. 
 
Todos os alunos assistiram às palestras que trataram de diferentes temas nas tardes das quintas-feiras e depois seguiam para o período de orientação focada no tema escolhido para o desenvolvimento dos projetos com os pesquisadores.  Para Bárbara Benati, 13, aluna do nono ano do SESI 259, todas as palestras do Adote um Cientista foram muito importantes. “A ciência é um conjunto de informações, onde uma complementa a outra, o Pequeno Cientista abriu portas para que eu pudesse obter conhecimento, foi uma experiência surreal e, ao contrário do que eu imaginava, os pesquisadores não são pessoas sérias e rígidas, são pessoas ‘normais’, o que nos faz pensar que qualquer um pode ser um cientista, desde que se esforce para isso”, conclui.
 
O professor Willian Franklin, da EMEF Profa. Arlinda Rosa Negri de Dumont, que acompanha o Adote um Cientista com seus alunos desde 2010, acredita que os pesquisadores do Pequeno Cientista proporcionaram um espaço de prática e estudo, e até mesmo de questionamento que os alunos não encontrariam na escola. “Geralmente na escola eles ficam muito presos às indicações do professor, sinto que os alunos deste ano estão mais livres, estão criando mais, questionando mais e buscando mais”, afirma.
 
Katiane Bugno, 14 anos, aluna do nono ano da EMEF Profa. Arlinda Rosa Negri de Dumont, participou pela primeira vez dos programas coordenados pela Casa da Ciência e já avalia positivamente os resultados alcançados: “Participar do Pequeno Cientista demonstrou vários resultados às teorias que aprendi na escola, colocamos em prática o verdadeiro papel da ciência, como a criação de hipóteses e análise de resultados”, conta. A jovem explica que realizou um projeto sobre a renovação de um registro científico de 1986, sobre a Capacidade de Regeneração das Planárias. “No Registro antigo, chamado de ‘Folha Avulsa’, selecionamos o tema principal e começamos a pesquisar a respeito. Com a pesquisa, descobri várias coisas que não sabia sobre as planárias e a partir daí criei hipóteses, que pretendo testar através de experimentos para responder minha pergunta. Agora sei a importância de estudar planárias e sua relação com as células-tronco totipotentes”, revela.
 
 
Diferente de edições anteriores, este Mural contou com a participação de um grupo de 14 avaliadores, formado por pesquisadores, professores e a equipe da Casa da Ciência, que acompanhou as apresentações dos trabalhos. Segundo a professora Marisa, a participação dos pesquisadores é essencial para a avaliação dos programas. “Os orientadores - alguns docentes, como o professor Fernando Barroso, da FCFRP - se tornaram avaliadores dos trabalhos, cada um com suas fichas de avaliação presas às pranchetas, cumprindo o importante papel de incentivadores entusiasmados, e não menos exigentes, de todos os trabalhos, incluindo os mais simples”, revela. 
 
Entre os professores que acompanham os programas da Casa e foram convidados a avaliar os trabalhos, está o professor Willian, que qualifica a experiência como única. “Quando avaliamos um trabalho em sala sabemos exatamente a pergunta que queremos que eles respondam e buscamos isso em suas falas, agora no Mural, o que buscamos neles é diferente, eles nos trazem as perguntas e hipóteses que surgiram durante o seu trabalho, fica nítido para nós professores o quanto eles evoluíram e o quanto se esforçaram. Achei mais difícil avaliar do que ajudar na orientação, não é o tipo de exercício que estamos acostumados a fazer, geralmente nossa avaliação é mais objetiva, e no mural buscamos dados mais detalhados de como foi a aprendizagem”, pondera.
 
Os trabalhos apresentados no Mural são iniciais e muitos são compostos por experimentos clássicos que devem dar origem a trabalhos mais complexos, dependente de um período maior para execução. “O tempo maior é a principal sugestão de todos os grupos, pois todos reconhecem que aprenderam um pouco do muito que ainda precisam saber, querem continuar, alguns revelam se sentir mais felizes, e estão dispostos a elaborar textos sobre os trabalhos e poderem conhecer mais os trabalhos dos outros. Alguns professores e mães presentes declaravam espontaneamente que as quintas são esperadas”, explica a professora Marisa. 
 
A Casa da Ciência ao longo de seus 11 anos de história, recebendo alunos e professores de Ribeirão Preto e região, já fortaleceu um esquema junto aos pesquisadores. Os jovens são estimulados a questionarem e, durante o desenvolvimento dos trabalhos e exposição, apresentam inúmeras hipóteses e perguntas que são essenciais em um projeto científico. Analisando os depoimentos registrados, é possível destacar algumas questões: “Quanto tempo uma célula tronco demora pra se diferenciar no corpo humano? Por que a cobra verdadeira não possui a fosseta loreal? Por que os nutrientes inorgânicos como cálcio e potássio não sofrem alterações quando passam pelo fogo? Seria possível uma célula diferenciada voltar a ser uma célula tronco? Existe alguma relação entre a saliva do cupim com a capacidade de digerir celulose e a construção do cupinzeiro?” Essas questões demonstram a complexidade conceitual e as relações que os alunos são capazes de alcançar após um período de contato com os pesquisadores. 
 
 
 
Confira alguns paineis dos alunos:
 
 
 
 
 
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