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Botânica e ecologia são temas de férias na Casa da Ciência

{jcomments on}Mais de 60 alunos passaram pelas atividades da quarta edição do “Férias com Ciência”, realizado nos dias 24, 25 e 26 de julho pela Casa da Ciência. Com orientação da equipe, os jovens realizaram atividades teóricas e práticas, com bancadas de experimentos e atividades de campo. Os temas “Botânica e Ecologia” foram escolhidos pela importância das plantas, seja no âmbito das espécies, das interações que estabelecem com outros seres vivos, a posição que ocupam nas teias alimentares e sua relevância evolutiva e, portanto, para o homem.

Ao longo do desenvolvimento dos programas que coordena, a Casa da Ciência tem notado que os jovens manifestam pouco interesse em estudar as plantas como seres vivos que são, por isso, a equipe procurou mostrar que elas oferecem facilidade para observação e compreensão de suas várias formas de adaptação. Para a elaboração do programa foi considerada também a vegetação encontrada no campus da USP de Ribeirão Preto, que é constituído de farto e diversificado material para atividades relacionadas aos estudos de botânica.


A programação do evento foi estruturada na proposta de relacionar o “universo” micro e macro das plantas, criando pontes entre as estruturas microscópicas e as funções macroscópicas realizadas. Compreender como grandes processos fisiológicos dependem de microestruturas, derivadas de especialização celular, foi um desafio que iniciou no trabalho de campo e na observação, passando para outras escalas de análise, até alcançar milímetros e micrômetros.

 

Confira o vídeo com algumas imagens das atividades:

 
  

 

Epiderme e ambiente

O primeiro dia de atividade, 24, foi focado em epiderme das plantas e ambiente. Inicialmente, os alunos observaram fotos, realizadas em 2008 pela equipe da Casa da Ciência, de exemplares encontrados no jardim do Hemocentro de Ribeirão Preto. Acompanhadas de diversas perguntas sobre as diferentes estruturas das plantas – raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes –, os alunos foram levados a associá-las com a função e interações que desempenham.


Foram exploradas também questões sobre as diferentes variáveis que estão diretamente e indiretamente associadas à configuração do clima de determinada região do globo. Além disso, os alunos acompanharam a exibição e discussão de gráficos e tabelas de temperaturas médias, pluviometria e sazonalidade de Ribeirão Preto. Com recorte nesta região, questionou-se a existência ou não de quatro estações - primavera, verão, outono e inverno - em regiões tropicais e chegou-se ao consenso de que nestas áreas, predominam apenas duas estações: quente e úmida/fria e seca.


Partindo deste ponto, os jovens seguiram para uma atividade de campo para observação e coleta de estruturas vegetais especializadas e encontradas na atual estação do ano - fria e seca. Em uma caminhada de 20 minutos pelo campus, os alunos coletaram diversos materiais com foco na epiderme vegetal e discutiram as especializações encontradas, como estômatos, pigmentos florais, cutícula e estruturas de revestimento. “Saímos pelo campus para coletar exemplos de epiderme que apresentava características distintas mostrando a adaptação que cada espécie apresenta, permitindo assim estabelecermos uma relação entre planta e ambiente de origem”, explica o aluno Gabriel Servilha Menezes. Para ele, as atividades do “Férias com Ciência” ajudaram a compreender como as espécies que florescem e dão frutos nas épocas certas foram selecionadas, pois têm muito mais chances de prosperar.


Para finalização, os alunos foram divididos em grupos e participaram de uma oficina de história em quadrinhos baseada nos conceitos abordados nas atividades e conceitos tratados no dia. Cada aluno iniciava sua história e depois de dois minutos passava para o próximo dar continuidade, construindo uma história em seis quadros. O resultado pode ser conferido abaixo (clique para ampliar):

 

 

 

 

Homeostase vegetal


No encontro deste dia, 25, os alunos - divididos em dois grandes grupos – participaram de discussões em bancadas de experimentos sobre as diferentes adaptações e especializações que foram selecionadas pelo ambiente sobre suas estruturas e processos fisiológicos. Conversas sobre fotossíntese, respiração, estruturas florais e floração, amadurecimento de frutos, estruturas florais e epiderme foram articulados, chegando a questões de homeostase hídrica, energética, térmica e condições necessárias para se alcançar tais equilíbrios, como a importância dos vasos condutores de seiva - xilema e floema -, estômatos, o fenômeno da capilaridade, o processo de amadurecimento de frutos e a conversão do amido em açúcares mais simples - sacarose, frutose, glicose -, além dos processos de coevolução entre plantas e insetos.


A aluna Jéssica Macedo dos Santos revela que aprendeu que o xilema sempre é uma célula morta: “Uma célula morta não possui núcleo, e suas paredes são mais rígidas, o que facilita a transferência de água para a copa. Já o floema é uma célula viva que transfere o fluído para baixo”.

 

Jardim Botânico do Museu do Café


Para encerramento do evento, no dia 26, foi realizada uma atividade de campo no Jardim Botânico do Museu do Café “Cel. Francisco Schimidt”, localizado no Campus da USP, um ambiente com muitas espécies vegetais. A área ocupada pelo Campus da USP fazia parte da Fazenda Monte Alegre, onde se praticava a monocultura cafeeira. A sede da fazenda foi construída no início da década de 1870.


Acompanhados pelas monitoras Sônia Maria Ledo e Larissa Manuela Damara do museu, os alunos discutiram questões históricas, sociais e econômicas desta região, contextos que resultaram na atual área preservada e mantida pelo campus da USP e prefeitura de Ribeirão Preto.


A equipe da Casa da Ciência direcionou os olhares para a grande diversidade de plantas encontradas e discutiu algumas características específicas espécies e grupos de plantas: As enormes glândulas encontradas nas plantas dos grupos das Myrtaceae (eucaliptos e goiabeiras); As evidentes lenticelas - estrutura de oxigenação - encontradas na árvore “pau-mulato” (Calycophyllum spruceanum); A rara floração do bambu (Dendrocalamus giganteus) e sua forma de propagação assexuada predominante; A palmeiras-rel-de-cuba (Roystonea regia) e sua representação histórica; Os frutos e suas diferentes formas de dispersão; O hemiparasitismo realizado por algumas plantas, como a erva-de-passarinho (Phoradendron sp); As raízes tabulares do flamboyant (Delonix regia); As vagens, fruto característico das leguminosas. O súber característico da farinha seca (Albizia hasslerii); O crescimento primário e secundário das plantas.


Segundo o aluno Angelo Rafael Lemes Gula, a visita ao Museu do Café foi "um passeio muito curioso". “Conhecemos o pau-brasil (Caesalpinia echinata) e encontramos árvores muito diferentes uma das outras, com especialidades diferentes. O Brasil tem uma flora incrível, mas ainda é muito carente de profissionais na área de botânica”, completa.


O livro “Uma Flora Ilustrada – Guia para as plantas do Museu do Café”, da editora Holos, traz a catalogação de 121 espécies vegetais encontradas no jardim do museu. A obra, de autoria de Mara Patrícia Pais, Ana Dirce de Granville Manço e Elenice Mouro Varanda, conta que alguns exemplares do Museu do Caféforam plantados por João Franco de Moraes Octávio - proprietário até 1890 - e o Cel. Francisco Schimidt - proprietário até 1924. As espécies ilustram o tipo de plantas utilizadas no paisagismo da época, que são originárias de diversos países, como Cuba, Holanda e Austrália.

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