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“Férias com Ciência”, descobertas e conhecimento

Aluno observa pé de mamão no fundo do MuLECTerceiro encontro – 17/01/2012

 

No terceiro dia de atividades do programa “Férias com Ciência”, os estudantes discutiram e descobriram, na teoria e na prática, um pouco mais sobre as estruturas das flores e a organização e o estilo de vida das abelhas. Eles viveram momentos de investigadores e participaram de uma Oficina de Flores e uma atividade de campo exploratória, na qual observaram a diferença entre o mamão macho e fêmea, identificaram a flor da grama e visitaram ninhos recém-encontrados de abelhas que vivem isoladas e usam folhas para proteger seus ovos.
 
A atividade foi iniciada com relatos dos estudantes sobre o que aprenderam nas experiências sobre a Morfologia das Flores realizadas no encontro anterior. Os alunos Yasmin Pereira, Nicolas do Carmo e Arthur Figueiredo foram os representantes de seus grupos. Yasmin montou uma apresentação de slides para explicar aos colegas a anatomia e a morfologia da flores, com destaque para suas estruturas reprodutoras: “Tem que flores que possuem apenas o sistema reprodutor feminino. Flores que possuem apenas o sistema reprodutor masculino e essa não viram frutos, e as que possuem os dois, separados ou unidos”. A estudante explicou que a reprodução das flores ocorre em duas etapas: “A primeira etapa é a flor que se desenvolve, que seria o broto. Na segunda etapa, é quando ela já está amadurecida, as pétalas atraem os agentes polinizadores.” Como exemplo de agentes polinizadores, Yasmin citou as abelhas e disse que ao visitar as flores, ela leva o grão de pólen, que está preso em seu corpo, de uma flor para o estigma de outra, sendo o estigma a abertura para o ovário, que se desenvolve em fruto e, em outros casos, formam também um pseudofruto, cujos exemplos seriam a maçã, o caju e o morango. “Na maçã, o pseudofruto seria a parte que a gente come e o fruto é a parte anterior que parece um coraçãozinho quando a gente corta a maçã no meio. No caso do morango, os frutos são aquelas sementinhas que estão no exterior e aquilo que a gente poderia pensar que é o fruto, que é partezinha que tem no interior, na verdade, é um pseudofruto. E no caju, a fruta que a gente come é o pseudofruto e o fruto, na verdade, é a castanha”.
 
Nicolas contou sobre a experiência de extração de pigmentos das flores e explicou que utilizou álcool e papel filtro na atividade, esperando “A cor da pétala da flor aparecer no papel de filtro”. O experimento motivou discussões sobre os pigmentos existentes nos vegetais que servem para atrair polinizadores, para proteger o vegetal e também como sistema de camuflagem. Aproveitando a temática, Fernando Trigo, coordenador do programa, questionou os alunos sobre qual o motivo de não nascer flores embaixo de uma plantação de eucalipto. A razão seria um tipo de amensalismo realizado pela folha do eucalipto, que possui um flavonoide (pigmento), que silencia a germinação de outras espécies.
 
Já Arthur falou sobre o experimento de circulação dos vegetais. “Percebe-se que neste experimento a flor branca troca de cor, do branco para o vermelho. Isso ocorre por causa do corante acrescentado na água, que foi absorvido pelo xilema e, devido à autotranspiração da planta, o corante vermelho é puxado”. “É como se o xilema mandasse matéria-prima para cima, aí ocorre a fotossíntese”. O estudante também explicou que para evitar a formação de bolinhas que inibem o transporte de nutrientes, seiva e água pela planta, durante o experimento é preciso cortá-la dentro da água e num ângulo de 45º. 
 

Alunos durante a Oficina de Flores

durante o "Férias com Ciência"

Na sequência das atividades, os estudantes participaram de uma Oficina de Flores e puderam identificar suas estruturas e encontrar cada pedacinho do vegetal em diferentes e coloridas espécies de plantas. No microscópio, eles observaram o pólen retirado da antera de uma das plantas. Após a oficina, todos saíram para a atividade de campo e a primeira parada foi para diferenciar os pés de mamão macho e fêmea. Os alunos descobriram que se uma planta apresenta fruto, isso significa que ela tem a parte feminina, o ovário e o pistilo; no pé de mamão fêmea não há as estruturas masculinas. Ainda durante a atividade, eles observaram a grama, e identificaram sua flor, que não é bonita e, por isso, não atrai agentes polinizadores. Sendo assim, sua  polinização deve ocorre pelo ar ou por meio de pássaros.
 
Na etapa seguinte da atividade de exploração, Ricardo Couto mostrou para os estudantes os ninhos de vespas solitárias formados com barro nas cartolinas que ele preparou para serem ninhos de abelha. As vespas (marimbondos) solitárias são predadoras e alimentam suas larvas com aranhas. Com uma lanterna, os alunos visualizaram ninhos de abelhas que se formaram em buracos existentes em uma prateleira localizada no fundo do MuLEC. A descoberta dos ninhos foi feita no mesmo dia pelo pesquisador. O primeiro ninho observado foi o de uma abelha verde, a euglossini. Os alunos foram orientados a observar o ninho e o pólen, no final da atividade concluíram que o ninho foi feito de folhas.
 
Durante a atividade, questionou-se sobre o cruzamento de abelhas e Ricardo explicou que o cruzamento da abelha europeia, grandona e mansa, com a africanizada, pequenina e brava, fez surgir uma terceira espécie, a abelha híbrida que é brava e produz muito mel.
 

 Ninho da abelha Megachilidae encontrada

durante atividade exploratória

Os estudantes também observaram outros ninhos feitos nas frestas da prateleira. Um deles, também de folha, já estava fechado, o que significa que houve nascimento. Mas como ainda havia pólen, um segundo ovo ainda estava lá. O ninho foi retirado e colocado num tubo para que pudesse ser observado em microscópio e também para acompanharem se uma abelha nasceria nos próximos dias. A atividade atiçou a curiosidade dos estudantes para saber mais sobre a vida das abelhas. Yasmin surpreendeu-se ao conhecer os hábitos alimentares do inseto. “Então, quando estiver sem pólen é porque a larva já comeu e saiu do ninho!”. 
 
A abelha demora entre 50 e 60 dias para nascer e depois que emerge do ninho tem apenas 60 dias de vida para copular, confeccionar seu ninho e botar seus ovos. A abelha adulta também se alimenta de pólen, mas prefere o néctar, que tem um retorno energético maior.
 
A conversa também serviu para derrubar mitos dos alunos sobre a abelha. Eles se surpreenderam e demonstraram espanto ao descobrir que há 20 mil espécies de abelhas, e dessas, 18 mil são solitárias e apenas dois mil são sociais e vivem em colmeias, sendo encontradas no Brasil as abelhas meliponíneas, conhecidas como abelhas sem ferrão. “Não acredito nisso. Nunca pensei”, disse Eliane Correa. “E as pessoas pensam que a maioria é da colmeia!”, exclamou Yasmin.
 
Na volta à sala de aula, os alunos foram informados que deveriam, em grupos, criar um projeto originado a partir de perguntas boas e inéditas, que deverão ser respondidas no final, podendo ser essa resposta também uma nova pergunta. Entre as questões levantadas por Ricardo estava a possibilidade de descobrirem quais plantas são polinizadas pelas abelhas, quais folhas elas utilizaram na construção do ninho e, consequentemente, quais árvores são importantes para a manutenção dessa espécie no campus da universidade. 
 
Redação: Carla Garcia
Revisão: Fernando Trigo e Ricardo Couto
 
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