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Fapesp Júnior
O projeto de Iniciação Científica Jr., para o qual foram concedidas quatro bolsas de estudo, teve início no mês de maio de 2004. Foram selecionados e distribuídos diferentes temas para desenvolvimento do projeto de acordo com a vocação e interesse de cada um dos bolsistas. Os temas são: células tronco (regeneração e processos de diferenciação celular); vacinas (respostas imunológicas e a caracterização do sistema imunológico humano); cromossomos e DNA (ácidos nucléicos relacionados com a ação das enzimas); e vírus (aspectos com base na ação viral e sua morfologia).
Ao longo de todo o projeto, tivemos diversas aulas teóricas envolvendo os assuntos escolhidos, entre aqueles trabalhados no Hemocentro pelas pesquisadoras. Em sua primeira parte, o projeto foi desenvolvido em encontros duas vezes por semana, com as aulas teóricas apresentadas pelos orientadores e os pós-graduandos do Hemocentro e reuniões que ocorriam na Casa da Ciência, onde discutíamos o que havia sido explicado ou sobre alguma dúvida que eventualmente tivesse surgido, além de aprendermos a registrar os processos. As aulas e as discussões que aconteceram durante este tempo auxiliaram-me a entender, por exemplo, do que a célula é composta, como o DNA é formado e porque está na forma de cromossomos e também como as nossas características e de todos os seres vivos são determinadas pelo mecanismo de transcrição do DNA e tradução do RNA em proteínas, como é a composição do nosso sistema imunológico e como o mesmo responde a um organismo estranho que invade o nosso corpo.
 
A aula sobre sistema imunológico foi muito esclarecedora porque me mostrou que o sistema de defesa não se limitava a linfócitos, mas que estes sempre atuam em conjunto com todas as células de defesa, sendo uma ativada pela outra e desenvolvendo uma determinada reação. Assim, quando o nosso organismo é invadido por um patógeno qualquer, as células apresentadoras de antígenos, que geralmente são células dendríticas ou macrófagos, capturam e processam os corpos estranhos ao nosso organismo. Logo ao fim desse processo, essas células expressam antígenos em suas membranas que são reconhecidos pelos linfócitos específicos. Estes, ativados, se reproduzem e migram para o local da infecção para uma posterior eliminação dos invasores. 
 
No começo foi um pouco complicado lidar com todas estas informações obtidas, que eram em grande parte ausentes no livro didático. Por exemplo, o livro didático não menciona a necessidade de todos os vírus possuírem enzimas especializadas para sua reprodução e nem a possibilidade de determinados vírus possuírem mais de uma enzima. Nesse assunto fiquei um pouco confuso, e para melhor compreensão desse mecanismo tomei como base o estudo do vírus HIV, que possui algumas enzimas importantes no processo de replicação: a transcriptase reversa que faz a conversão do RNA viral em DNA, a integrase que incorpora o DNA viral ao DNA celular e protease que logo após o término da tradução das proteínas virais rompe o DNA viral em partículas menores, pois ele é sintetizado como única e extensa fita de DNA virulento. 
 
Com as aulas fui compreendendo melhor o quanto as enzimas são fundamentais para a replicação dos vírus. Percebi que era muito importante fazer relações entre conceitos para entender melhor as estruturas e funções, pois de nada adianta estudar vírus e não saber o que é uma proteína e qual a sua função, visto que a proteína, juntamente com o DNA ou RNA, é basicamente a constituição viral completa, podendo haver outros componentes como lipídios e glicídios. Também é importante a correlação de que as enzimas são proteínas e estão totalmente ligadas ao ciclo viral. Assim entendendo as proteínas, fica mais fácil entender sobre vírus como um todo.

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No mês de outubro de 2004, houve uma avaliação dos orientadores juntamente com a equipe da Casa da Ciência, para esclarecer o que já havia sido incorporado ao nosso conhecimento, se estávamos relacionando bem os assuntos que estudávamos, e se já tínhamos alguns conceitos formados. Logo se percebeu a necessidade do replanejamento do projeto para que fosse possível entendermos determinados conceitos, e assim começássemos a fazer as relações entre os temas que eram fundamentais para a continuidade e o bom desenvolvimento do projeto, pois a partir de agora passaríamos a freqüentar os laboratórios, participando de práticas que envolveriam os conceitos aprendidos. Havia a necessidade de um bom embasamento teórico e passamos a freqüentar os laboratórios, com a utilização de técnicas e termos envolvidos, o que seria impossível sem possuir uma base anterior. 
 
Para atender as novas necessidades do projeto, a freqüência de vindas ao hemocentro foi ampliada e ficou estabelecido que deveríamos freqüentar mais um dia da semana, para obter um maior acompanhamento no estudo, com as orientadoras respondendo as nossas questões, ou mesmo entre os livros da biblioteca da Casa da Ciência, ou das bibliotecas do Hemocentro e Central do campus da USP de Ribeirão Preto. 
 
A partir desse momento verificamos que o estudo e o preparo das aulas, que também passamos a apresentar entre nós e aos pesquisadores, foi essencial para iniciarmos a preparação e explicação do que havíamos estudado. Somente a partir desse momento começamos a relacionar os temas que até então não conseguíamos interligar, e com o compartilhamento de informações entre todos os bolsistas, pesquisadoras e com o pessoal da Casa da Ciência conseguiu-se que progredíssemos muito em relação à compreensão de todos os assuntos que havíamos estudado. Entendi o quanto foi importante aprender sobre o que antes achava que não fazia sentido estudar. Por exemplo, o estudo do DNA e da produção de enzimas me ajudou a compreender o quanto estes tópicos estão relacionados aos vírus. Alguns vírus possuem DNA, mas são ativos somente dentro das células, que possuem enzimas próprias. Nestas células os vírus são capazes de carregar as informações necessárias para a produção de centenas de réplicas semelhantes a eles.
 
A leitura foi essencial para que novas dúvidas surgissem e também para adquirir conhecimento. Não hesitar em ler nada do que nos era entregue pelos orientadores foi muito importante para entender um pouco melhor sobre vírus, que sempre foi meu foco de estudo. Também foram importantes os debates que aconteciam às quartas-feiras, após as aulas, para o esclarecimento de dúvidas. Anotávamos tudo o que acontecia em nosso caderno, onde posteriormente consultávamos e assim percebíamos a importância da presença de tais anotações para registrar os momentos e resolver nossas dúvidas. Mas o estudo não se restringiu somente à morfologia e ação viral, também abordei o estudo das bactérias e seu mecanismo de obtenção de energia, além da morfologia bacteriana comparada aos vírus.
 
Aprendi muito sobre as bactérias, como por exemplo, em uma aula sobre fermentação, além de entender como são os tipos e como funciona esse mecanismo, fui surpreendido ao saber que não somente as bactérias e os fungos fermentam, como também nossas células são capazes de conseguir esse feito, com algumas diferenças, como no produto final que em certas bactérias é o álcool e em nossas células é sempre ácido láctico, que se acumula no organismo causando as chamadas fadigas musculares, comuns nos atletas, não havendo a produção de CO2. Mas não é sempre que nossas células fermentam, isso acontece quando há um exercício que requer trabalho muscular muito violento, e quando o oxigênio não é suficiente para suprir as necessidades celulares. Assim a fermentação em células musculares só é utilizada como um recurso alternativo para obtenção de energia.
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